quinta-feira, 2 de julho de 2015

K21 Joinville, meu décimo K21 concluido

Texto e Fotos: Marcos Viana "Pinguim"
Obs.: As fotos onde apareço em ação são de autoria de vários fotógrafos que gentilmente me cederam as fotos e tiveram seus devidos créditos citados em baixa de cada foto.



Numa nublada manhã de domingo (dia 14 de junho de 2015), fotografei e corri na 1ª edição do K21 Joinville, completando meu segundo K21 de 2015 e meu décimo K21 geral (Todos na distância de 21 quilômetros).







Para quem ainda não conhece a maneira como corro nas provas, na maioria das corridas eu paro dezenas de vezes para tirar fotos, da largada, das partes mais bonitas do meio do percurso e da chegada, e foi no velho estilo "bandeirante paulista" que fui na captura de imagens dos corredores nas bucólicas estradas e nas belíssimas trilhas desta região do nordeste catarinense conhecida turisticamente como o "Caminho dos Príncipes". Por coincidência foi no K21 Joinville que obtive o meu melhor tempo de conclusão de todas as 10 etapas onde fiz o tempo de 3h02m42s.



Quero agradecer os fotógrafos catarinenses Jair Nunes e Fabrício Jachowicz que gentilmente me cederam fotos onde eu apareço em ação em várias partes do percurso do K21 Joinville, selecionei algumas para comprovar que meu trabalho é ao mesmo tempo mental, braçal e "pernal", rs!!!

Foto: Jair Nunes

Foto: Jair Nunes

Foto: Jair Nunes

Foto: Fabrício Jachowicz

Foto: Fabrício Jachowicz

Foto: Fabrício Jachowicz

A cidade de Joinville

Joinville é um município localizado na região nordeste do estado de Santa Catarina. Com uma área de 1125,70 quilômetros quadrados, possui uma população de 554.601 habitantes em 2014 (IBGE, estimativas), o que configura o município mais populoso do estado, à frente da capital, Florianópolis, o terceiro da Região Sul e o 36º do Brasil. Pertence à Microrregião de Joinville e à Mesorregião do Norte Catarinense e é sede Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense, a qual contava, no último censo, aproximadamente 1,1 milhões de habitantes.

A cidade possui um elevado índices de desenvolvimento humano (0,809) entre os municípios brasileiros, ocupando a 21ª posição nacional e a quarta entre os municípios catarinenses. Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança". É ainda, conhecida por sediar o Festival de Dança de Joinville, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e o Joinville Esporte Clube. (Fonte: Wikipédia)

Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

Eu tive a oportunidade de visitar a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, que é a única Escola do Bolshoi fora da Rússia. Seu ideal é o mesmo da Escola Coreográfica de Moscou, criada em 1773: proporcionar formação e cultura por meio do ensino da dança, para que seus alunos tornem-se protagonistas da sociedade.

Joinville foi a cidade escolhida para sediar este projeto de inclusão social para crianças e jovens, a inauguração ocorreu em 15 de março de 2000, com o diretor do Teatro Bolshoi Vladimir Vasiliev, o prefeito de Joinville Luiz Henrique da Silveira, além de autoridades, artistas e comunidade. Vladimir Vasiliev e Luiz Henrique da Silveira tornaram-se os patronos fundadores da instituição.

Tudo começou quando em 1995, para que outras nações tivessem oportunidade de conhecer a metodologia aplicada na Rússia, o diretor artístico do Teatro Bolshoi, Alexander Bogatyrev, desenvolveu um projeto que reproduzia as mesmas características da Escola Coreográfica de Moscou.

Em 1996, a Cia. do Teatro Bolshoi realizou uma turnê no Brasil e Joinville foi incluída no programa. O espetáculo ocorreu no 14º Festival de Dança de Joinville. Os russos ficaram impressionados com a receptividade do público e a reverência da cidade diante da arte. Depois disso, o russo Bogatyrev esboça propostas para montar uma unidade da Escola no país, contemplando questões como a aplicação da metodologia, seleção de professores e alunos, estrutura física necessária.

Dois anos depois, o idealizador Bogatyrev faleceu. Mas seu legado era consistente: o esboço do projeto estava concluído e foi apresentado para prefeitos e diretores de instituições de ensino do Brasil. O prefeito de Joinville na época, Luiz Henrique da Silveira, comprometeu-se no desenvolvimento da proposta. No dia 20 de julho de 1999, na abertura do 17º Festival de Dança de Joinville, Alla Mikhalchenko, primeira bailarina do Teatro Bolshoi, assinou o protocolo de intenções com o prefeito.

Entre os fatores decisivos para a escolha de Joinville estava a profunda ligação da cidade com a dança, em função de seu tradicional festival anual. Além disso, o então prefeito empenhou-se pessoalmente nos processos institucionais entre o Brasil e a Rússia e disponibilizou uma área de aproximadamente 6 mil metros quadrados no Centreventos Cau Hansen, para instalação da sede.

Entrada principal da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

No cartaz acima esta escrito a frase: "Entrar nesse espaço é transportar-se por séculos de história construída", abaixo da frase esta escrito em letras grandes, no alfabeto cirílico a palavra "большой", transliterado para o nosso alfabeto para "Bolshoi", que no idioma russo significa "Grande".




Minhas 10 edições do K21 concluídas

Quero agradecer os fotógrafos Carlinhos Mengão, Sergio Gomes, Ricardo Morgado, Sergio Henrique Tonon, Tiago Barros, Betão Sangeroti, Roberto Itimura, Tião Moreira, Yuji Kuge e Wladimir Togumi que gentilmente me cederam fotos onde eu apareço em ação em várias partes dos percursos dos vários K21 que participei.

Também não posso esquecer de agradecer os organizadores, colaboradores e ex-colaboradores da Patagônia Eventos, da K Series Brasil e da Revista Contra-Relógio, não quero citar nomes para não correr o risco de esquecer ninguém, só quero afirmar que a ajuda de todos foram de vital importância para eu realizar todos esses desafios.

Ano de 2012

1ª Edição do K21 Arraial do Cabo - Estado do Rio de Janeiro - Tempo: 3h16m55 - Data: 05/05/2012

Ano de 2013

2ª Edição do K21 Arraial do Cabo - Estado do Rio de Janeiro - Tempo: 3h49m40 - Data: 04/05/2013

Foto: Carlinhos Mengão

Foto: Carlinhos Mengão

1ª Edição do K21 Ilha Grande - Estado do Rio de Janeiro - Tempo: 3h45m20 - Data: 31/08/2013

Foto: Sergio Gomes

Foto: Sergio Gomes

Ano de 2014

1ª Edição do K21 Águas de Lindoia - Estado de São Paulo - Tempo: 4h20m20 - Data: 17/05/2014

Foto: Ricardo Morgado

Foto: Ricardo Morgado

1ª Edição do K21 Serra da Mantiqueira - Estado de São Paulo - Tempo: 3h43m40 - Data: 27/09/2014

Foto: Sergio Henrique Tonon

Foto: Tiago Barros

1ª Edição do K21 Campos do Jordão - Estado de São Paulo - Tempo: 3h31m45 - Data: 11/10/2014

Foto: Betão Sangeroti

2ª Edição do K21 Curitiba - Estado do Paraná - Tempo: 3h34m25 - Data: 19/10/2014

1ª Edição do K21 Serra do Japi - Estado de São Paulo - Tempo: 4h19m20 - Data: 22/11/2014

Foto: Roberto Itimura

Foto: Tião Moreira

Foto: Tião Moreira

Ano de 2015

1ª Edição do K21 Pico do Urubu - Estado de São Paulo - Tempo: 3h28m10 - Data: 28/02/2015

Foto: Yuji Kuge

Foto: Wladimir Togumi

Foto: Wladimir Togumi

1ª Edição do K21 Joinville - Estado de Santa Catarina - Tempo: 3h02m42 - Data: 14/06/2015

(As fotos da minha participação do K21 Joinville foram postadas no início deste artigo)

Posso afirmar que passei por uma verdadeira "Metamorfose Ambulante" física e mental em cada uma das etapas do K21 Series que participei, fisicamente foi na parte que se refere ao desenvolvimento da resistência do miocárdio, da capacidade pulmonar e da propriocepção, que é a habilidade em correr em praticamente todo tipo de terreno irregular, e psicologicamente aprendendo a suportar os vários ritmos a que somos impostos pelos imprevistos dos desafiadores percursos, aprendendo que as paradas e as caminhadas fazem parte importante para uma boa recuperação e para uma chegada sem riscos para saúde, juntando todas essas melhorias ao meu conhecimento da existência de centenas de ruas residenciais de miolo de bairro na cidade de São Paulo que ainda tem pouco movimento de carros, aplico todos os poderes adquiridos para me deslocar correndo (com facilidade) por qualquer bairro de São Paulo independente da altimetria, costumo chamar essa prática de "Corrida Transporte".

Na verdade quando estou correndo para fotografar também estou praticando "Corrida Transporte", a única diferença minha em relação a um fotógrafo motorizado ou de bike é que o meu veículo são as minhas próprias pernas, inclusive trabalhando como fotógrafo e participando da corrida consegui aplicar na prática as teorias do filósofo italiano Domênico De Masi, que estão descritos no seu livro intitulado Ócio Criativo.

É por esses motivos que cheguei a conclusão que nós somos os verdadeiros "auto-móveis", pois se você for parar para pensar o carro não se move sozinho. rs!!!

A "K21 Series" é a Maior Série Mundial de Meia Maratonas e chega este ano à 5 países com 31 etapas.

Então o que você está esperando para desenvolver "na prática" suas capacidades de auto-deslocamento, se inscreva na próxima etapa da K21 Séries e experimente essa "Metamorfose Ambulante".

Ligações externas

Artigo sobre a cidade de Joinville
Site oficial do K21 Joinville
Site oficial da K21 Series (Com link para todas as etapas nacionais e internacionais)
Site oficial da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

#TreinoTransporte entre Parques

Texto e Fotos: Marcos Viana "Pinguim"

Quem gosta de correr longas distâncias em áreas urbanas deve saber que é fundamental acostumar a parar e voltar a correr, o principal motivo são os vários cruzamentos rodoviários, eu aprendi a aproveitar a grande resistência adquirida durante a preparação e participação das 50 maratonas e 7 ultramaratonas que cheguei a completar, faz anos que estou completamente adaptado a correr “em ritmo confortável” com um mochila nas costas “carregando no máximo 3 quilos”, o suficiente para levar uma calça e uma jaqueta leve, as fotos que tenho que vender ou entregar e as vezes minha câmera fotográfica, eu decidi intitular isso como “#treinotransporte”, não é a primeira vez que abordo esse assunto, eu até fiz um artigo sobre esse tema no Jornal Atividade Física, foi meu primeiro artigo sobre atividade física e meio ambiente, e foi publicado em dezembro de 2001 (nº 44, página 5 – Alternativa de Transporte).

Num fim de semana sem corridas importantes na cidade de São Paulo aproveitei para fazer um dos meus treinos preferidos que é correr da minha casa para qualquer lugar com objetivo de trabalho, pois além de fotografar correndo, gosto de ir correndo para entregar fotos para os clientes nos diversos parques, pois já vou chegando no estilo a caráter, risos!!!, também gosto de buscar fotos no laboratório que fica no centro da cidade correndo, me sentindo dessa maneira um autêntico Fidípides dos tempos modernos.

Creio que estou conseguindo aplicar os conceitos do livro "Ócio Criativo" escrito pelo sociólogo italiano Domênico de Masi, conceituado professor de sociologia do trabalho na universidade "La Sapienza" de Roma.

O livro Ócio criativo (em italiano: Ozio creativo) nos ensina que na sociedade pós-industrial em que a criatividade domina a manual, as fronteiras entre trabalho, estudo e lazer  se mesclam, esta fusão cria o lazer criativo. Uma situação em que você trabalha, sem perceber. (Fonte: http://it.wikipedia.org/wiki/Ozio_creativo)

"Quando estou correndo para fotografar e correndo para entregar fotos eu não percebo que estou trabalhando, mas estou". (Fonte: eu mesmo, risos!!!)

Eu costumo correr sem pressa, em ritmo de trote, pois levo em média entre 2 a 3 quilos de peso extra, contando fotos, roupas e a própria mochila, geralmente quando vou vender fotos não costumo levar câmera para correr com menos peso, mas por sorte no sábado passado (dia 05/04/2014) eu levei a câmera para fotografar as novidades e surpresas que encontrei no caminho.

O mais interessante foi que sem ter programado nada nos dias 5 e 6 de abril de 2014 realizei os meus primeiros #treinostransportes com registros fotográficos, pois correr entre vários parques ou entre várias localidades (sem ser em provas) eu já praticava há muitos anos atrás, esse hábito que junta o útil (transporte) ao agradável (corrida) se intensificou a partir de 2009, ano que fui convidado para correr e fotografar o ultramaratonista Dean Karnazes num evento de 24 Horas participativo, nesse dia eu aprendi observando o próprio Dean Karnazes que correr e parar várias vezes para abastecimento de água, alimentação e para descanso é algo essencial para qualquer deslocamento de longa duração, principalmente ultramaratonas.

Registros e observações do #treinotransporte do dia 5 de abril


Em apenas 5m39s cheguei no meu primeiro destino, na segunda rua paralela da minha casa, na Vila Carrão, onde concluí a primeira venda de fotos do dia, animado por ter começar com o "pé direito" resolvi continuar, em ritmo de trote, minha intenção era chegar no centro de São Paulo antes das 13 horas, eu tinha apenas 1 hora e meia para fazer isso, e estava a cerca de 13 km do meu destino, continuei o trote no otimismo, quando estava no meio do caminho passei em frente da entrada principal do novíssimo Parque do Belém, na Avenida Celso Garcia, resolvi parar para beber água, já que não costumo consumir água mineral vendidas em garrafas ou copos plásticos, desde que nasci eu bebo água "torneiral" da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e estou aí firme e forte graças a Deus!!! , quando entrei no parque não teve jeito de controlar meu impulso de repórter fotográfico e foi o começo da vasta seção de fotos.

O Parque Belém fica localizado no bairro do Belém, na Zona Leste da Capital e tem 210.400 metros quadrados de área. O parque foi inaugurado em 23/06/2012 e ocupa a área que por 103 anos foi do Instituto Disciplinar, Colônia Correcional e a Febem (Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor), sendo totalmente reformada, transformando-se num bom espaço de lazer e cultura.

A população tem à disposição uma estrutura com seis quadras poliesportivas, dois quiosques que futuramente serão usados para o comércio de alimentos e bebidas, 1,5 km de ciclovia, 1,5 km de pista de corrida, pista de skate, duas áreas para ginástica, equipamentos para ginástica para a terceira idade e dois playgrounds. Num prédio onde na década de 1930 era o "reformatório das meninas", está instalada agora a Fábrica de Cultura Parque Belém. O edifício está estruturado em vários espaços, para receber atividades culturais.

No parque, a população conta com uma Escola Técnica Estadual (Etec).

(Fonte: http://www.areasverdesdascidades.com.br/2012/08/parque-belem.html)



Esta é a fechada de um dos prédios localizados no Parque Belém, nele fica a Fábrica de Cultura.


Uma fábrica que produz cultura, inclusão social, diversão, lazer, cidadania e, principalmente, um futuro brilhante! Assim são as Fábricas de Cultura, projeto do Governo do Estado de São Paulo em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) voltado à educação e formação nas mais variadas formas de expressão artística.

Instaladas em regiões desfavorecidas da capital paulista, as Fábricas de Cultura dão oportunidades a jovens e crianças de terem acesso a arte de qualidade em modernos prédios de aproximadamente seis mil m², abrindo as portas para uma nova realidade em suas vidas. As crianças e adolescentes têm, nas Fábricas de Cultura, a oportunidade de frequentar aulas de iniciação artística nas áreas de música, teatro, circo, dança, multimeios, xadrez e artes plásticas, cada uma com várias modalidades, da clássica à popular. Além disso, o local serve de espaço para difusão cultural, abrigando espetáculos para toda a comunidade nos fins de semana, além de oferecer biblioteca com mais de dois mil títulos. 

(Fonte: http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/FabricasDeCultura/fabricas.html)







Esta é a visão do Parque do Belém sentido leste


Esta é a visão do Parque do Belém sentido centro



Prédio do Café Concerto

Depois de fotografar este grande parque, continuei com o trote em direção ao bairro do Brás, lá eu resolvi parar na esquina da Av. Celso Garcia com a Rua Maria Marcolina, tradicional rua de lojas de roupas da capital paulista, naquele ponto a calçada de ambas as vias estavam super lotadas de pedestres e eu tinha que continuar, fui trotando pelo meio da rua Maria Marcolina, já que pela calçada era impossível e cheguei na Rua Oriente.


Esquina da Av. Celso Garcia com a Rua Maria Marcolina

Quando cheguei na Rua Oriente não tive dúvidas de acessar o centro de São Paulo pela rua São Caetano principal ligação entre os bairros do Brás, Pari e Luz, esse era o trajeto que mais usava na época que ia trabalhar de bicicleta nos Campos Elísios (primeiro bairro nobre da cidade).

Quando estava quase no final do trajeto da Rua Oriente, sentido centro, tive que parar para fotografar magníficos grafites, uma de minhas artes prediletas, elas estavam desenhadas na parede de uma outra Etec, no caso a Escola Técnica Carlos de Campos, inclusive acabei interagindo com uma das belíssimas imagens.


Vários seres antropomórficos e impecavelmente uniformizados estavam correndo na mesma direção, naquele caso na direção norte...


... e como estava um pouco "desnorteado" resolvi correr com eles, risos!!!


Os seres antropomórficos correndo são uma criação da dupla "Alto Contraste", formada pelo casal Lygia Corrêa e Lucio Dedubiani, ambos formados em Desenho de Comunicação pela própria escola onde se localizam esses grafites e onde se conheceram em 1996.

A filha de Lucio Dedubiani estava na barriga de sua mulher, Lygia Corrêa, quando os dois decidiram sair às ruas para fazer grafite. O nome da dupla, Alto Contraste, surgiu da dualidade entre a vida familiar pacata que levavam e as saídas para uma “atividade subversiva”. Há seis anos, o casal se dedica ao estêncil, em que uma fôrma vazada é usada para fazer os desenhos. Desses moldes, saem personagens criados a partir de fragmentos de diferentes universos. “Pegamos uma perna saída de uma revista de moda dos anos 50, com um terno de homem e cabeça de animais”, exemplifica Lucio. (Fonte: http://blogs.estadao.com.br/divirta-se/files/2012/09/grafite_06.05.11_2.pdf)

Veja mais obras do Alto Contraste no Flickr: https://www.flickr.com/photos/altocontraste

Os índios azuis são uma criação do grafiteiro Fabio Oliveira, mais conhecido como "Cranio" (crânio) e nasceram após a tentativa de encontrar um personagem que poderia mostrar os povos indígenas do Brasil. Seu trabalho provoca o observador a pensar sobre questões contemporâneas, como consumismo, identidade, políticos corruptos e meio ambiente. (Fonte: http://cranioartes.com/)

Veja mais obras do Cranio no Flickr: https://www.flickr.com/photos/cranioartes


Este insetos super coloridos são criação de José Augusto mais conhecido no mundo do grafite pelo nome artístico de Feik. Com um talento para a arte que começou nos cadernos da escola, Feik vem da cultura do graffiti e da pixação: no início assinava seus trabalhos como “Enigma” e “Sem nexo”, foi em 1998  que mudou para “Feik” dando origem a seu apelido. Começou a fazer desenhos de extra-terrestres, e na evolução dos seus traços, os ETs foram ficando cada vez mais deformados, tornando-se em vermes. Os vermes habitam as paredes e ruínas da cidade com cores e formas para lá de criativas, que muitas vezes vem acompanhadas por nomes de políticos – “a doença do país”, diz. São também uma metáfora do próprio grafitti, que “se espalha como uma epidemia”. Sua arte pode ser comparada às críticas morais por Bosch à sociedade e ao jogo de ilusão de Escher. (Fonte: https://www.flickr.com/people/feik_ip/)

Veja mais obras do Feik no Flickr: https://www.flickr.com/photos/feik_ip

Depois de fazer as fotos dos grafites continuei trotando, em em menos de 200 m, quando chego na esquina da Rua Monsenhor de Andrade com Rua São Caetano me deparo com a grande Mesquita do Brás.


Mesquita do Brás


Detalhe frontal da Mesquita do Brás

Depois de fotografar a Mesquita do Brás vou correndo pela Rua São Caetano até a Avenida Tiradentes, chegando nela viro para direita, seguindo em direção norte até chegar na esquina da Rua João Teodoro, local onde se localiza o histórico prédio do 1º Batalhão de Polícia de Choque Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - ROTA.


1º Batalhão de Polícia de Choque Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - ROTA

Nessa esquina existe uma grande faixa de pedestres onde consigo atravessar para chegar na Rua Ribeiro de Lima, onde acesso uma das entradas do Parque da Luz.


Placa informativa do Parque da Luz localizada próximo da entrada da Rua Ribeiro de Lima, o desenho no meio da placa representa o coreto do Parque da Luz.

O Parque Jardim da Luz (mais conhecido como Parque da Luz), fica localizado na Praça da Luz s/n⁰, bairro do Bom Retiro na zona central da Capital e tem 113.400 m² de área. Trata-se do parque mais antigo da cidade, tendo sido criado como horto botânico por uma Ordem Régia da Coroa Portuguesa em 19 de novembro de 1798. Foi aberto ao público em 1825 como Jardim Botânico, já no período do Brasil Imperial, tornando-se o primeiro espaço de lazer da população paulistana.

A infraestrutura do Parque da Luz contém área para apresentações, coreto, comedouros para pássaros, playground, espelhos d’água, gruta com cascata, aquário subterrâneo, equipamentos de ginástica, pista de cooper, trilhas, paraciclo, áreas de estar, bebedouros, sanitários, mirante, ponto de bonde, lagos, chafariz e exposição permanente de esculturas. Não há lanchonetes. 

Há restrições para bicicletas (ainda bem que sou ultramaratonista, risos!!!, para os ciclistas a boa notícia é que existem bicicletários próximos às entradas do parque). Animais domésticos podem circular desde que, no caso de cães, estejam em guias ou focinheiras, para os de grande porte ou bravios.

(Fonte: http://www.areasverdesdascidades.com.br/2012/06/parque-jardim-da-luz.html)







O coreto do Parque da Luz, que se encontra hoje totalmente restaurado, foi construído em 1902, sua imagem inspirou o atual logotipo do Parque da Luz impresso nas placas localizadas perto das entradas.


O Parque da Luz é considerado um dos mais bucólicos e românticos da cidade


Nesse dia conheci três turistas franceses que estavam admirados com a beleza do Parque da Luz.


Disse aos franceses que sou um fotógrafo maratonista e que estava fazendo um #TreinoTransporte entre os parques de São Paulo e que faria um artigo sobre essa aventura, eles me parabenizaram pela iniciativa e pousamos para uma foto como recordação do encontro, ambos estavam ansiosos em ver toda a produção do meu "Ócio Criativo" daquele fim de semana.


No parque encontro uma praticante de Cosplay pousando para um outro fotógrafo, aproveito para fazer alguns registros.

O cosplay (em japonês: コスプレ, Kosupure), Contração de Costume Play, é um tipo representativo da moda, onde os participantes usam trajes, adereços e figurinos para representar um assunto específico ou uma idéia. Cosplayers muitas vezes interagem para criar uma subcultura centrada em RPG. As fontes mais populares para criação dos trajes incluem quadrinhos, anime, mangá e videogames.

(Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Cosplay)





Um das características mais marcantes do parque da Luz são essas grades de cimento que simulam as formas de troncos e galhos de árvores dando um toque surreal para o lugar.


Entrada de uma gruta artificial


Grande parte da gruta e do seu entorno é repleto de várias construções de linhas orgânicas que se integram perfeitamente com o contorno natural deste bicentenário parque. Fiz algumas pesquisas e descobri que o que mais se aproxima desta belíssima obra são os Jardins Artigas, um parque público com 4 hectares localizado em La Pobla de Lillet, na província de Barcelona, construído entre 1903-1910 e desenhado pelo arquiteto modernista Antoni Gaudí. Basta puxar Jardins Artigas no Google e pesquisar por imagens para ver tamanha semelhança, só não tive tempo de pesquisar para saber qual destas espetaculares criações são mais antigas, a do Parque da Luz ou dos Jardins Artigas, mas farei quando tiver mais tempo.


Vista da parte superior da Gruta do Parque da Luz


Escadarias para acessar a parte superior da Gruta do Parque da Luz

Jardins Artigas de la Pobla de Lillet

Somente superada por Barcelona, la Pobla de Lillet, uma pequena localidade do centro da Catalunha, é o segundo município com mais obras de Gaudí.

Como em suas obras arquitectônicas, Gaudí desenhou os Jardins Artigas baseando-se nas estruturas e formas naturais e conseguiu uma simbiose entre a arquitetura e a natureza.

(Fonte: http://www.gaudiclub.com/esp/e_vida/jartigas.asp)






Mais um grupo de jovens praticantes de Cosplay


Depois de sair do Parque da Luz logo nos primeiros metros de trote me deparo que essa grandiosa visão da Estação da Luz.

Esta estação ocupa uma área de 7.520 m², é composta por dois blocos distintos, o primeiro uma ampla edificação construído em alvenaria de tijolos, com dois pavimentos, abrigando os escritórios da superintendência, engenharia e contadoria, encimado por uma alta torre de relógio, avistada por diversos pontos da cidade, obedecendo em suas linhas arquitetônicas o padrão adotado nas estações do Brás e de Santos, com coberturas em mansardas e torreões em suas extremidades, alvenaria aparente em tijolos; o segundo bloco constituí-se de uma ampla gare envidraçada com quarenta metros de vão e cento e cinqüenta metros de comprimento e altura de vinte e cinco metros que cobria seis linhas da estrada de ferro, rebaixadas em relação ao nível das ruas laterais à estação; o projeto da estação é atribuído ao arquiteto britânico Charles Henry Driver (1832-1900), renomado arquiteto de estações ferroviárias.

Driver foi um dos primeiros arquitetos a projetar uma cobertura envidraçada para uma estação ferroviária na linha de Midland Railway, nas cidades de Leicester e Hitchin, em Kettering e em Wellingborough, respectivamente, em 1857.Também trabalhou na London, Brighton and South Coast Railway.

O cálculo da estrutura da gare realizado pelos engenheiros consultores, Daniel M. Fox e Alexander Mac Kerrow, cujo escritório ocupava as instalações do antigo escritório de sir James Brunlees, em Londres, em Victoria Street, n° 12, em Westminster, datado de dezembro de 1898. A estrutura metálica da gare em como os equipamentos para a iluminação da estação foram importados da Grã-Bretanha, sendo os fornecedores das peças as empresas Walter MacFarlane & Co, de Glasgow, a Earl of Dudley Steel e a Hayward Brothers Borough, de Londres, Alexander Mac Kerrow, de Westminster, a Dorman & Co Ltd e a Frederick Braby & Co Ltd. Engineers and Contractors, de Londres.


A estação reflete o momento histórico em que foi construída, evidenciando o poder do café na trajetória de expansão da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou parte da paisagem central paulistana. O seu relógio era o principal referencial para acerto dos relógios da cidade. Destruído pelo incêndio de 1946, foi substituído, cinco anos depois, por um relógio Michelini, de fabricação nacional.


No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), ela compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a "imagem da cidade".

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estação_da_Luz)


Mais alguns minutos de trote foram suficiente para me transportar da Estação da Luz para a Estação Júlio Prestes.

A estação Júlio Prestes original foi inaugurada em 10 de julho de 1872 pela Estrada de Ferro Sorocabana e denominava-se Estação São Paulo. Sua função era transportar sacos de grãos de café do Sudoeste e Oeste Paulista e Norte do Paraná para a capital. A antiga estação ficava ao lado da Estação da Luz, o que facilitava o bandeamento do café para a São Paulo Railway, a única ferrovia que fazia o trajeto da capital ao porto de Santos.



Ao enriquecer-se com o transporte de café, decidiu-se construir uma estação nova e maior. A atual estação foi projetada por Cristiano Stockler das Neves em 1925 no estilo francês Luís XVI. Concluída em 1938, época em que ônibus já circulavam em São Paulo, houve certo declínio na utilização de bondes e trens. A quebra da bolsa de Nova York em 1929 e o término da hegemonia da monocultura cafeeira também afetaram grandemente as ferrovias paulistas. Ademais, devido à construção de auto-estradas e maior rapidez de locomoção via carros particulares e ônibus intermunicipais e interestaduais, o público deixou de tomar trens da FEPASA, novo nome da falida E.F. Sorocabana. Afinal de contas, a viagem era longa com frequentes atrasos, devido a problemas mecânicos. Assim, os tempos de glória da estação duraram muito pouco. Em 1951 teve seu nome alterado em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo Júlio Prestes.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estação_Júlio_Prestes)

Como já estava escurecendo e já não compensava fazer uma cobertura fotográfica detalhada do próximo parque que queria chegar, no caso o Parque da Água Branca resolvi terminar meu #treinotransporte do dia 5 de abril na Estação de Metrô Santa Cecília que mantem há anos no seu principal corredor de acesso uma grande e detalhada exposição sobre a Semana de Arte Moderna de São Paulo que aconteceu em 1922.


Esta foto mostra a comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922.
De cima para baixo e da esquerda para a direita: Francesco Petinatti, (?), Manoel Vilaboim, René Thiollier, Manuel Bandeira, Afonso Schmidt, Paulo Prado, Graça Aranha, Godofredo da Silva Teles, Couto de Barros, Mário de Andrade, Cândido Mota Filho.
Sentados: Rubens Borba de Morais, Luis Aranha, Tácito de Almeida e Oswald de Andrade.


Na foto maior Anita Malfati (ao centro, de chapéu), Mário de Andrade (à sua frente) e amigos modernistas.

Logo abaixo da foto maior está escrito em vermelho uma interessante frase que Anita Malfatti citou em 1926:

"Procurei todas as técnicas e voltei à simplicidade. Não sou moderna nem antiga, pinto o que me encanta."

Não pude deixar de adaptar essa frase para o meu modo de vida pois também...

"Procurei todas as tecnologias de transporte e voltei a me transportar na simplicidade do caminhar e correr. Não sou lento e nem rápido, fotografo o que me encanta."

Registros e observações do #treinotransporte do dia 6 de abril


Numa tarde ensolarada de domingo, depois do almoço resolvi usar o transporte coletivo no caso o ônibus integrado ao metrô para desembarcar na Estação de Metrô Santa Cecília que fica no Largo de Santa Cecília, exatamente o mesmo local onde tinha parada de correr e fotografar um dia antes, minha ideia foi a de uma continuação do #TreinoTransporte entre parques.


Resolvi então começar a fotografar e a correr a partir desta estação em direção ao Parque da Água Branca, aproveitei para fazer uma foto de ângulo diferente do Largo de Santa Cecília.


O Largo Santa Cecília se localiza no distrito da região central da cidade de São Paulo. Tem em seu entôrno, a Rua das Palmeiras onde, em continuação, tem início as ruas Sebastião Pereira, Helvetia, Ana Cintra e Amaral Gurgel, o local deve sua denominação à tradicional Paróquia Santa Cecília situada no centro do largo. (Santa Cecília é a Padroeira dos músicos).

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Largo_Santa_Cecília)

Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos e da música sacra, pois quando ela estava morrendo ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas não deixam dúvidas sobre sua existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília. Santa Cecília é a santa da Igreja Católica que mais tem basílicas em Roma (nenhuma outra santa conseguiu tal feito) e é uma das santas mais veneradas da Idade Média, além de ser a primeira santa encontrada com corpo incorrupto, no ano de 1599, mesmo depois de tantos séculos. Uma estátua de seu corpo que não se decompôs com a força do tempo foi feito por Stefano Maderno (1566-1636).

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cecília

Depois de fotografar o Largo de Santa Cecília fui correndo até o Parque da Água Branca, e as primeiras fotos que fiz dele foi da entrada principal.




O Parque da Água Branca, fica na Av. Francisco Matarazzo, 455 na Zona Oeste da capital e foi criado em 2 de junho de 1929. A área atual é de quase 137 mil metros quadrados, pouco mais de 79 mil de área verde, 27 mil edificada e 30 mil de área pavimentada (ruas, alamedas e pátios).

A infraestrutura deste parque conta com diversos estabelecimentos e barracas em que se pode consumir "alimentos rápidos", como pipoca, cachorro quente, água de coco e sorvete. Também há espaço para piqueniques. (Os únicos alimentos realmente rápidos que vi no parque eram os vários galos e galinhas que ficam correndo livremente por todo o espaço deste parque, já que os alimentos citados anteriormente estavam todos parados, risos!!! , bricadeirinha, esses galos e galinhas são animais de estimação do parque, prefiram os "alimentos parados", risos!!! )

Sanitários: Estão em três áreas distintas: no parquinho localizado próximo ao Museu Geológico, no Pombal e na Administração e são bem conservados.

Atividades Físicas

Área para alongamento: Fica dentro do Bosque das Palmeiras;
Caminhadas: Podem ser realizadas em toda a área do Parque;
Corridas: Podem ser restringidas em dias de muito movimento. Embora não haja proibições, o ideal é que sejam realizadas somente em volta da Arena e
Ginástica: O usuário pode usufruir do Espaço da Ginástica, que dispõe de alguns equipamentos para exercícios gerais.
Devido ao grande número de caminhantes com crianças pequenas, idosos (e de galos e galinhas risos!!!) é proibido o uso de bicicletas na parte interna do parque.

(Fonte: http://www.areasverdesdascidades.com.br/2012/03/parque-da-agua-branca.html)


Na foto acima o pai leva o filho para comer um "alimento parado", risos!!!


Galos e Galinhas estão por toda parte!!!

Caminhando no sentido oeste me deparei com um relógio de sol composto de um placa de mármore que está localizado em uma pequena praça próxima à área de exposição de animais.


Ele foi instalado em 1929, ano de sua inauguração, logo acima do relógio é exibida uma placa de metal contendo o texto em alto relevo que resolvi digitar neste artigo, está descrito abaixo.

DIRECTORIA DE INDUSTRIA ANIMAL
Pavilhões para exposição de animaes, posto zootechnico e outras installações annexas
construidos em 1929, e inaugurados em 2 de junho desse mesmo anno, sendo
presidente do estado o Exmo. Snr. Dr. Julio Prestes de Albuquerque
e
secretário da agricultura o Snr. Dr. Fernando Costa
projecto e construcção dos engenheiros: MARIO WHATELY e Cia.


Ponteiro de metal do relógio de sol do Parque da Água Branca


Vista geral da praça onde se localiza o relógio de sol (ao lado do poste de iluminação)


Um dos vários galpões de exposição


Um dos bebedouros no formato de boca de leão construído na época da inauguração


Administração do Parque da Água Branca integrado com a arquibancada da arena de exposição


Arena de exposição


A temperatura estava marcando 32 ºC (30 graus Celsius)


Ainda bem que existe um espaço com muitas árvores e com terra batida chamado "Espaço-Piquenique" para poder se refrescar, item que devia ser obrigatório em todos os parques de São Paulo, por uma São Paulo mais verde e com menos concreto.

Reforma

Em agosto de 2010 houve uma profunda e extensa reforma no parque, derrubando várias palmeiras, árvores antigas e vegetação espontânea ("mato") do bosque, retirando inclusive o banco de sementes deste, e fazendo no local uma trilha de cascalho para caminhadas.

Os gatos, saguis, galinhas, patos e pavões que viviam no local foram eliminados, o que desagradou a Associação de Amigos do Parque, além dos frequentadores. A criação de uma praça de alimentação ameaça o café da manhã orgânico que era servido três vezes por semana. Foi necessário pedir reforço da Polícia Militar para conter os protestos e seguir com a derrubada de árvores decidida unilateralmente pela primeira-dama, sem consulta a órgãos ambientais.

Além disso, festas tradicionais da cultura do interior do estado de São Paulo não poderão mais ser realizadas no Parque, que abrigará um teatro, uma praça de alimentação, e outros espaços de características metropolitanas.

Mudanças em 2013

Recentemente o parque recebeu diversas mudanças agradáveis, que como resultado atraiu a volta de muitos turistas ao parque. Como a volta do animais ao ar livre, como pavões, gatos, patos e galinhas ao ar livre. Outra mudança que agradou a todos, foi uma mobilização feita pelos moradores da região do parque, sobre o horário do funcionamento do parque, para que moradores da região pudessem fazer suas atividades físicas a qualquer horário do dia ou noite.

Aos fins de semana o parque realiza uma festa temática, trazendo diversas atividades para todas as idades.

O novo horário de funcionamento do parque é de domingo a segunda, das 5 às 22 horas. A entrada é gratuita.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Água_Branca)

Depois fui correndo em direção ao Parque Buenos Aires que fica na Avenida Angelica, e logo na entrada me deparei com um paisagismo de primeiro mundo.


Estátua de Firmiano Pinto em frente a entrada da Av. Angélica


Espelho d'água com a estátua de Firmiano Pinto no centro

O Parque Buenos Aires está situado no bairro de Higienópolis, no Distrito da Consolação, criado em 1987, originou-se de uma praça com o mesmo nome.

Inicialmente, o local foi desapropriado pela Prefeitura em 1912, objetivando ter um espaço para preservar a vista do vale do Pacaembu. A praça foi projetada pelo paisagista francês Bouvard, que em seu projeto inicial tinha um mirante, onde foi instalado telescópio e espelho d'água.

O parque tem atualmente uma área de 25.000 m² e recebe cerca de 5.000 visitantes aos domingos. Possui área para apresentações culturais, comedouros para pássaros, playground e aparelhos para ginástica.  É possível encontrarmos lá aves como pardais, "tico-ticos", sabiás-laranjeira, sanhaços, periquitos verdes e pombos. A flora é composta de quaresmeiras, ipê-amarelo, embaúba, falsa-seringueira, pinheiro-bravo, pau-incenso, seafórtia, jequitibá-rosa e pau-brasil.

Não há lanchonetes no local, mas durante a semana há um mercado na Rua Alagoas e uma loja de conveniência de posto de combustível na Av. Angélica, onde se pode comprar líquidos e alimentos.

Não há restrições para animais domésticos, desde que os cães estejam em guias e focinheiras nos casos específicos. Há uma área determinada para a "socialização" dos cães. São proibidas de circular no parque,"bicicletas" e "skates".

(Fonte: http://www.areasverdesdascidades.com.br/2012/04/parque-buenos-aires.html)

Buenos Aires é a capital e maior cidade da Argentina, além de ser a segunda maior área metropolitana da América do Sul, depois da Grande São Paulo. Ela está localizada na costa ocidental do estuário do Rio da Prata, na costa sudeste do continente. A conurbação da Grande Buenos Aires, que também inclui vários distritos da Província de Buenos Aires, constitui a terceira maior aglomeração urbana da América Latina, com uma população de cerca de 13 milhões de pessoas.

A cidade de Buenos Aires não é parte da Província de Buenos Aires e nem é sua a capital, mas um distrito autônomo. Em 1880, depois de décadas de luta política, Buenos Aires foi federalizada e separada da Província de Buenos Aires. Os limites da cidade foram ampliados para incluir as cidades de Belgrano e Flores, ambas agora bairros da cidade. A emenda constitucional de 1994 concedeu a autonomia política a cidade, daí o seu nome formal: "Ciudad Autónoma de Buenos Aires". Seus cidadãos elegeram pela primeira vez um chefe de governo (ou seja, o prefeito) em 1996. Antes, o prefeito era diretamente nomeado pelo Presidente da República.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Buenos_Aires)


Leão lutando contra a Serpente


Área para a "socialização" dos cães (O famoso "cachorródromo" risos!!!), que por sinal poderia facilmente ser implantado em praticamente todos os parques de São Paulo e também de outras cidades espalhadas pelo mundo.


Um dos pontos positivos e exemplares do parque Buenos Aires é o grande percentual de área gramada em comparação a área pavimentada, evitando assim o desperdício de dinheiro com varreção de folhas que caem das árvores e com eventuais rachaduras e buracos que normalmente ocorrem em pisos de concreto e de asfalto, podemos observar que não houve a necessidade de se pavimentar uma grande área para instalar este monumento em homenagem à Bernardino Rivadavia que foi o primeiro presidente da Argentina.


Estátua de Bernadino Rivadávia (Primeiro presidente da Argentina)

Bernardino de la Trinidad Gónzalez Rivadavia y Rivadavia (Buenos Aires, 20 de Maio de 1780 — Cádiz, 2 de Setembro de 1845) foi o primeiro presidente da Argentina, por pouco mais de 1 ano, de 8 de Fevereiro de 1826 a 7 de Julho 1827.

Rivadavia nasceu em Buenos Aires em 1780. Foi ativo tanto na resistência argentina à invasão britânica de 1806 quanto no movimento de independência do país em 1810. Em 1811, Rivadavia tornou-se a figura principal do triunvirato de governo. Até a queda deste governo em outubro de 1812, seu foco era o de criar um forte governo central e manter relações amenas com a Espanha, além de organizar um exército.

Rivadavia foi posteriormente mandado à Europa para melhorar as relações da Argentina com a Inglaterra e a Espanha. Ele retornou 6 anos depois, em maio de 1821. Em junho do mesmo ano, foi nomeado ministro de governo da província de Buenos Aires, pelo então governador Martín Rodríguez. Durante os 5 anos seguintes, Rivadavia exerceu uma forte influência, e focou principalmente nos melhoramentos da cidade de Buenos Aires, freqüentemente repartindo o seu custo com todo o país. Para torná-la uma cidade com ares mais europeus, Rivadavia construiu largas avenidas, escolas, calçamento de ruas e iluminação pública. Foi o fundador da Universidade de Buenos Aires, assim como dos cursos de teatro, geologia e medicina.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bernardino_Rivadavia)


Os bebedouros do Parque Buenos Aires tem um diferencial positivo que é uma pia de mármore que fica a poucos centímetros do solo o que facilita a hidratação dos animais domésticos, um dos vários bons exemplo deste parque que é um modelo que deve ser visitado por todos os gestores e conselheiros de parques municipais e estaduais.


Além de grandes áreas gramadas disponíveis não só para contemplação existem vaporizadores públicos que são usados principalmente nos dias mais quentes e secos, é ou não é um parque modelo!?!


Monumento intitulado "Homenagem ao Tango" de autoria de Roberto Vivas


Esta é placa informativa que está localizada na base do monumento "Homenagem ao Tango", minha imagem foi refletida no momento que fiz essa foto.

Depois continuei subindo a Avenida Angélica em direção ao cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, e me deparei com interessantes desenhos.


Mais uma vez minha imagem interagiu na foto, neste caso foi minha sombra localizada no canto inferior esquerdo, a obra é mais um índio azul e o autor deste grafite já foi citado neste artigo mas não custa nada repetir, a criação é do grafiteiro Fabio Oliveira, mais conhecido como "Cranio" (crânio).


Cartaz exibindo um Ciclope estilizado de autoria não identificada



Por coincidência cheguei no fim da Avenida Paulista no exato momento em que uma fotógrafa conseguiu reunir uma grande turma, não perdi a oportunidade e fotografei no mesmo instante, este é o resultado.

A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo. Está localizada no limite entre as zonas Centro-Sul, Central e Oeste; e em uma das regiões mais elevadas da cidade, chamada de Espigão da Paulista.

Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, consulados, hotéis, hospitais, como o tradicional Hospital Santa Catarina e instituições científicas, como o Instituto Pasteur, culturais, como o MASP e educacionais, como os tradicionais Colégio São Luís e a Escola Estadual Rodrigues Alves. Movimentam-se diariamente pela avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela. Além disso,a avenida é um importante eixo viário da cidade ligando importantes avenidas como a Dr. Arnaldo, a Rebouças, a 9 de Julho, a Brigadeiro Luís Antônio, a 23 de Maio, a rua da Consolação e a Avenida Angélica.

Com 200 mil moradores, se a avenida fosse uma cidade, estaria entre as 150 maiores do Brasil, próxima de cidades como Praia Grande (244.533) e Boa Vista (249.853).

A avenida foi criada no final do século XIX, a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próximo às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República e o bairro de Higienópolis.

A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima e do paulistano Dr. Clementino de Souza e Castro (na época Presidente do conselho de intendências da cidade de São Paulo, atual cargo de prefeito), para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.

Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:

"Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas"

Posteriormente, em homenagem ao engenheiro uruguaio, a prefeitura de São Paulo nomeou uma das mais importantes travessas da Avenida Paulista com seu nome, a Alameda Joaquim Eugênio de Lima

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_Paulista)

Logo que comecei a correr na Avenida Paulista a poucos metros da esquina da Rua da Consolação encontrei outra concentração de pessoas bem em frente ao Instituto Cervantes de São Paulo.


Fechada do edifício onde está instalado a sede do Instituto Cervantes de São Paulo

O Instituto Cervantes é uma instituição cultural pública criada em 11 de maio de 1990 pelo conselho de ministros, dependente do Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha.

Sua tarefa é a promoção e ensino da língua espanhola, assim como a difusão da cultura da Espanha e da América Hispânica. O Instituto Cervantes tem o nome do escritor Miguel de Cervantes.

Suas sedes centrais estão em Madri, no edifício da Calle de Alcalá, antiga sede do Banco Central Espanhol e na rua de livreiros de Alcalá de Henares, lugar do nascimento do escritor Miguel de Cervantes.

A atividade acadêmica é uma das principais funções do Instituto, que foi criado para estender a cultura e o ensino da língua espanhola no mundo. Para isso, conta com 77 centros no mundo, 1240 professores e mais de 1600 horas de aula ao dia.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Cervantes)

O motivo da concentração de pessoas foi a 2° edição de "La Feria" no Instituto Cervantes que reuniu o melhor da culinária, cinema e arte da Espanha (Só fiquei sabendo entrando no evento, inclusive essa é uma das vantagens de ser curioso e de se estar acostumado em fazer várias paradas quantas vezes for necessário, sei que é um hábito mas fácil de ser entendido por #ultramaratonistas, mas enfim, é justamente esse tipo de atitude que me possibilitou fazer longas distâncias sem ficar fatigado, além de que dessa maneira consigo praticar atividade física e atividade cultural num curto espaço de tempo e em vários momentos do dia, são esses os momentos felizes e surpreendentes que o #TreinoTransporte pode te oferecer).


Cartaz oficial de "La Feria" que foi divulgado nas redes sociais Facebook e Twitter

O público saboreou pratos típicos da culinária espanhola como tapas a preços promocionais. No evento estavam presentes: Clos de Tapas, Gusta Café Bar e Gastronomia, Brado, Paellas Pepe, La Churreria e Paella Express.

Embutidos da marca Pirineus. Cervejas e vinhos também foram dugustados, pois a feira contou com a participação do Chozas Carrascal, Evinhos de Espanha, Hispania, Beermaniacs e Estrella Galicia.

Além da comida o evento contou com  música e muita dança. No comando da escola Atelier Flamenco  e Ale Kalaf com apresentações de flamenco durante todo o evento. Dança cigana com Oriental Mix, e assessórios espanhóis como lenços, mantos e as famosas castanholas que estavam à venda.

(Fonte: http://www.laferia.com.br/)


Foi grande a movimentação de pessoas em frente de todas as barracas de alimentação


Barraca da "Paellas Pepe" com a tabela de preços


Barraca da "Gusta Cafe Bar Y Gastronomia" oferendo vários petiscos gratuitamente


Exposição e venda de livros escritos no idioma espanhol


Uma das várias salas internas do Instituto Cervantes de São Paulo


Capa da áudio-revista espanhola "Punto y Coma"

"Punto y Coma" é uma áudio-revista de ensino de espanhol da editora "Habla con Eñe". Está dirigida aos estudantes de espanhol como segunda língua com um nível médio-alto. Seus conteúdos são variados (literatura, arte, política e sociedade, cultura, ciência, etc.) e estão centrados na realidade sociocultural da Espanha e da América Latina.

A edição impressa conta com 48 páginas, exercícios e glossários em português, francês, inglês e alemão. Incluiu um CD com mais de 60 minutos de áudio em que se reproduzem os artigos lidos por distintas vozes e com distintos sotaques da Espanha e da Hispano-América. Conta também com uma edição online acessível pela web.

É editada bimestralmente pela editora "Habla con Eñe S.L.", com sede em Madrid. Conta com uma equipe de jornalistas e locutores de diversos países hispano-falantes.

A revista tem assinantes nos cinco continentes e se distribui em mais de 44 países.

O número 0 foi publicado em maio de 2006, e desde dessa data está sendo publicado a cada dois meses, sem interrupção.

(Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Punto_y_Coma_audiorevista)


Poster da escola de dança Ale Kalaf


Apresentação de Dança Flamenca


Durante o evento encontrei um amigo que fez essa foto


Também fotografei ele e sua família

Depois resolvi continuar meu #TreinoTransporte pela Avenida Paulista indo em direção ao Parque Trianon, mas bem em frente ao Conjunto Nacional bem próximo da esquina da Rua Augusta acabei registrando rapidamente essa apresentação.



O grande instrumento de sopro se chama didgeridoo

O didgeridoo (ou didjeridu) é um instrumento de sopro dos aborígenes australianos. É um aerofone, ou seja, um instrumento onde o som é provocado pela vibração do ar. O som no didjeridu é produzido pela vibração dos lábios e por outros sons produzidos pelo instrumentista.

O didjeridu é um instrumento muito antigo. Estudos arqueológicos baseados em pinturas rupestres sugerem que o povo aborígene da região de Kakadu já utilizava o didjeridu há cerca de 1.500 anos.

O autêntico didgerido de origem australiana é construído da forma tradicional por comunidades do norte da Austrália ou por pessoas que viajam para a Austrália central em busca da matéria-prima. Para a construção desses instrumentos são usados troncos duros, especialmente de eucaliptos, árvore abundante naquela região. Às vezes são usadas espécies nativas de bambu.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Didjeridu)

O compositor grego Yanni, utiliza este instrumento na canção "Rainmaker", acompanhado inclusive com cantos aborígenes, e na canção "Niki Nana (We're One)" do álbum "Tribute" onde o instrumento é usado por David Hudson vestido de aborígene. 

(Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Didgeridoo)

Depois continuei correndo e enfim consegui chegar correndo até o Parque do Trianon.


O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como "Parque Trianon", situa-se no bairro Cerqueira César, tendo sido criado em 1892. Tem 48.600 metros quadrados de área e é um "oásis" para quem trabalha ou passa na turbulenta e frenética Avenida Paulista (fica na altura do seu n⁰ 1700), especialmente nos dias úteis. O piso das pistas e trilhas chama a atenção e distingue-o de outros parques pois é formado por belas pedras portuguesas.  Aos domingos o parque chega a receber cerca de 8.000 visitantes.

Infraestrutura


Trilha do "Fauno", playgrounds, aparelhos de ginástica, pistas/trilhas para caminhadas e/ou corridas e sanitários, que são bem cuidados e limpos.  Destaques ficam por conta do "Fauno", escultura de 1942 do artista Victor Brecheret (1894 a 1955), "Aretusa" de Francisco Leopoldo Silva (1879 a 1948) e uma obra de 1935 em bronze e mármore do artista Luigi Brizollara (1868 a 1937), representando "Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera", que fica próxima à entrada do parque pela Avenida Paulista.

Apresenta 38 espécies de fauna identificadas, das quais 29 são de aves. Dentre as endêmicas de Mata Atlântica podem ser vistas o periquito-rico e o sanhaçu-de-encontro-amarelo. O parque também é visitado pelo gavião quiri-quiri e carijó, saíra-amarela, alem das esporádicas visitas do sabiá-ferreiro notada pela sua bela vocalização. A rãzinha-piadeira, espécie endêmica de mata atlântica pode ser ouvida no parque. Apesar de ser um parque central, abriga algumas espécies de morcegos.

Sua flora é composta por remanescentes da Mata Atlântica com grandes exemplares de araribá, canela-amarela, jequitibá, cedro-rosa, sapucaia, pau-ferro, sapopemba e tamboril, além de exemplares de abiurana, tapiá-guaçu, palmito-jussara, andá-açu, guaraiúva e camboatá. No sub-bosque há espécies exóticas introduzidas como palmeira-de-leque-da-china e seafórtia e mudas de espécies nativas plantadas para enriquecimento florístico. Foram registradas 135 espécies, das quais 8 estão ameaçadas como a cabreúva, o chichá e o palmito-jussara.

(Fonte: http://www.areasverdesdascidades.com.br/2013/10/parque-tenente-siqueira-campos-trianon.html)


Esse é um dos parques que tem a mata mais fechada, por esse motivo mesmo em dias quentes e ensolarados ele mantem a temperatura mais baixa.


Fauno de autoria de Victor Brecheret

A entidade mitológica campestre conhecida por Fauno foi esculpida pelo artista italiano Victor Brecheret em 1942. A obra retrata um ser que é metade homem, metade cabra, agachado sobre uma pedra, com um cacho de uvas e uma flauta nas mãos.

(Fonte: http://www.monumentos.art.br/monumento/fauno)


Área de lazer para crianças

Depois de fotografar o Parque Trianon voltei a correr pela Avenida Paulista em direção ao Bairro do Paraíso, no caminho fiz fotos de várias construções.



Casa das Rosas

Em 1928 o escritório Ramos de Azevedo/Severo & Villares, do arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo, já era tido como o mais famoso e reputado da área na América Latina. Projetou e executou a construção de diversos prédios de importância histórica hoje, tais como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal, o Prédio da Light e o Mercado Público de São Paulo. Projetou também a Casa das Rosas, uma mansão em estilo clássico francês com trinta cômodos, edícula, jardins, quadras e pomar na Avenida Paulista, local que reunia a maioria dos milionários barões do café.

Projetada por Ramos, a habitação do casal Lúcia Ramos de Azevedo e Ernesto Dias de Castro, filha e genro do arquiteto, foi inaugurada em 1935. Sua arquitetura é representativa do estilo eclético, predominante do início do século XX. Lá, os herdeiros de Ramos de Azevedo viveram até 1986, quando sofreu desapropriação pelo governo do estado de São Paulo. Por essa época, a Avenida Paulista já não era mais a mesma. A Casa das Rosas já dividia espaço com prédios comerciais, bancos, edifícios modernos e o característico trânsito de pessoas e veículos. Ameaçado de demolição, o casarão foi preservado em ação inédita no Brasil.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_das_Rosas)


Catedral Nossa Senhora do Paraíso

A Catedral Nossa Senhora do Paraíso é a sede episcopal da eparquia melquita de São Paulo da Igreja Greco-Católica Melquita no Brasil. O templo está localizado no bairro do Paraíso na cidade de São Paulo.

Construída no ano de 1952, tornou-se sé episcopal em 29 de novembro de 1971 após ter sido esta transferida da Igreja São Basílio, no Rio de Janeiro.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Nossa_Senhora_do_Paraíso)


Catedral Metropolitana Ortodoxa

A Catedral Metropolitana Ortodoxa (também denominada Catedral Grega Ortodoxa de São Paulo), localizada em São Paulo, Brasil, além de ser a sé da Arquidiocese da Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia de São Paulo é, também, de todo o Brasil. É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia, construída na então capital do Império Bizantino, Constantinopla (atual Istambul).

Construída sob a supervisão do Eng. Paulo Taufick Camasmie, esta catedral - entre as ortodoxas, uma das maiores do mundo - era, inicialmente, para ser uma réplica perfeita da Basílica de Santa Sofia, mas teve que ser alterado em virtude das obras de construção do metrô. Joseph Trabulsi foi escolhido pessoalmente pelo Rei Faruk do Egito como um dos artistas que participaram de sua decoração, assim como vários artistas russos especialmente contratados.

Um dos caracteres arquitetônicos distintivos desta obra comparada a outras igrejas ortodoxas é o iconóstase feito em mármore, quando usualmente é feito em madeira.

(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Metropolitana_Ortodoxa)


Foi exatamente neste local que resolvi encerrar meu treino do dia, tendo a Vista panorâmica da Avenida 23 de Maio sentido Parque do Ibirapuera, depois aproveitando que estava ao lado da estação Paraíso do Metrô voltei para casa tranquilamente com o transporte coletivo.

Mapas dos percursos dos dois dias (Total de 25 km)


Mapa do percurso percorrido no dia 5 de abril (Total de 16,1 km)

(use os ícones + e - para controlar o zoom do mapa abaixo) 



Mapa do percurso percorrido no dia 6 de abril (Total de 8,9 km)

(use os ícones + e - para controlar o zoom do mapa abaixo)